
Agora a Civilização Cretense
que teve importância no mar
eu pretendo descrever
e até mesmo sublimar.
O seu povo era autóctone
ou de origem Indo-Européia
das antigas civilizações,
a principal civilização egéia.
Entre o Mar Mediterrâneo
e o mitológico Mar Egeu
na augusta Ilha de Creta
onde esse grande povo viveu.
Cnossos, Festo e Kato Zakros
suas principais cidades
Cnossos, a mais importante
de todas aquelas localidades.
Comercializou com inúmeros povos
fundou também colônias várias
no Peloponeso: Micenas e Tirinto
na Ásia-Menor: Tróia, a lendária.
Minóico antigo, médio e recente,
períodos políticos da sua história.
No antigo a supremacia de Cnossos e Faístos,
no médio o seu apogeu e glória.
Quando os aqueus atacam Micenas e Tirinto
a cultura cretense assimilaram.
No minóico recente, os aqueus,
novamente Creta e Tróia atacaram.
Influenciam o povo grego;
(quando pelos dórios são invadidos);
nos costumes das festas religiosas
e nos jogos esportivos.
O Estado cretense, provavelmente,
tinha uma monarquia burocrática,
um soberano em cada cidade
com uma ajuda aristocrática.
Quando o soberano de Knossos
toda a ilha passa a dominar
o monarca governa absoluto
com uma administração a lhe ajudar.
Os escribas, os donos do saber,
mantinham registros rigorosos
dos aspectos da vida econômica
para o soberano de Knossos.
A produção agrícola e a manufatura
tinha estrita verificação
de quanto fosse devido ao Rei
para fins de coleta e tributação.
O povo cretense levava
- apesar dessa rigorosa fiscalização -
uma vida bastante feliz
onde, parece, não houve escravidão.
Seu COMÉRCIO, o marítimo,
seu poder, a tallassocracia,
que é o domínio do mar
sua grande supremacia.
Sua ECONOMIA, a agricultura:
cereais, oliveiras e vinhas.
Criação de aves e animais:
bois, ovelhas e galinhas.
Exportavam: azeite, vinho, cerâmica
e tudo mais que fabricavam.
Importando tecidos e metais
que seus barcos transportavam.
Também o comércio exterior,
pelo Estado era controlado
os navios que singravam os mares
eram de propriedade do Estado.
Minos foi um Rei de Creta,
sábio e de grande valor.
Filho de Zeus e Europa
também grande navegador.
Derrotou muitos piratas
leis justas aprovou
tornou-se juiz dos infernos
depois que a morte o levou.
A ARTE cretense transmitia:
vitalidade e independência artística.
Delicadeza, espontaneidade e naturalismo:
suas principais características.
Não servia a glorificação
da arrogante classe dominante,
nem para inculcar a religião,
exprimia a satisfação contagiante.
Hábeis artesãos e escultores,
grandes lapidadores e ceramistas.
Faziam jóias, ânforas, armas
e pinturas naturalistas.
A arquitetura pouco desenvolvida
os palácios sem beleza
visando sobretudo o conforto
de toda a realeza.
As casas todas eram construídas
com solidez e comodidade,
coisa rara de se ver
em qualquer outra sociedade.
Quando a administração exigia
os palácios eram ampliados
sem qualquer ordem ou simetria;
os interiores finamente decorados.
Talentosos inventores e engenheiros
excelentes estradas de concreto
sanitários e água corrente
isso eles fizeram correto.
Diferente do povo antigo
de nível elevado a escultura
seres humanos e divindades
esculpidas em miniatura.
A pintura sua arte suprema
consistia em afrescos murais
de vez em quando relevos pintados
vasos e cerâmicas fenomenais.
As mulheres da Ilha de Creta
tinham direitos iguais a seu par
até das atividades políticas
elas podiam participar.
A mulher também praticava
acrobacia e tourada,
também era muito bonita
e até muito adornada.
Dança, corrida e pugilismo,
muitos jogos e competições
os primeiros a construir teatros
para as múltiplas atrações.
Apenas simples capelas
sua RELIGIÃO muito singular
sua deusa a grande mãe
num modesto altar.
Não um deus, mas uma deusa
sua divindade principal
que dominava todo o universo
sua religião era matriarcal.
Deusa da terra e da fecundidade,
humanos com cabeça de animal,
esfinges, grifos, gênios alados,
o touro a energia vital.
O machado, o pilar e a cruz
objetos sagrados e venerados.
O touro, a serpente e a pomba,
alguns dos animais adorados.
Sua religião, claro, politeísta
a deusa fazia o bem e o mal
característica totalmente monística
sua particularidade principal.
Suas festas religiosas
comemoravam a semeadura
também a colheita
as grandes fases da agricultura.
Na execução dos ritos dos cultos
uma sacerdotisa era usada
mostrando mais uma vez
como a mulher era valorizada.
Encaravam a morte com naturalidade
acreditando na vida além-túmulo,
enterravam os seus mortos
com todo o seu acúmulo.
O Rei Minos certo dia,
um touro branco recebeu,
por não tê-lo sacrificado
seu filho estranho nasceu.
O labirinto foi construído
pelo arquiteto grego, Dédalo,
para prender o minotauro
filho do rei incrédulo.
Sete moças e sete rapazes,
às vezes eram oferecidos,
- vindos da cidade de Atenas -
ao minotauro para serem comidos.
Teseu estava entre eles
e com o pai combinaria,
com velas pretas zarpava,
com velas brancas retornaria.
Ajudado por um novelo de linha,
que a princesa Ariadne lhe dera,
Teseu entra no labirinto
conseguindo matar a fera.
Ariadne, filha do Rei Minos,
estava apaixonada por Teseu,
que depois de cumprida a tarefa
de Ariadne se esqueceu.
Entusiasmado com sua façanha
de trocar as velas não lembrou,
o Rei Egeu avistando o barco
no Mar Egeu se matou.
Por certo o povo de Creta
não era um povo irancudo,
como é comum se ver
nas outras partes do mundo.
Seu legado mais importante
foi o seu hedonismo,
que é a arte de viver
com alegria e otimismo.
Tudo em nome do prazer
sem o falso moralismo,
sem inveja, sem rancor,
sem hipocrisia e sem cinismo.
A Civilização Minóica foi notável
pelo seu espírito pacifista
nunca mais existiu outro povo
com comportamento tão altruísta.
A verdade sobre Creta
ainda não foi toda desvendada
porque a sua escrita
não foi totalmente decifrada.
Um Arqueólogo me disse:
que pesquisar é muito dificultoso.
Mas, se você for para Creta
poderá ficar famoso.
Com a destruição de Creta
seu povo vai pra Palestina
passando a se chamar filisteus,
e a história de Creta termina.
