Terça-feira, Maio 03, 2005

A ÚLTIMA NUVEM

Ó última nuvem do temporal findo
Navegas sozinha no céu todo lindo
Tu jogas sozinha uma sombra sombria
Sozinha entristeces o glorioso dia

Há pouco encobrias todo o firmamento
E raios lançavas no ceú violento
Fazias rugir misterioso trovão
De chuva encharcavas o chão

E basta! Já chega, passou a tua hora,
Refrescou-se a terra, a borrasca foi embora,
E a brisa suave já beija a folhagem
E o vento te enxota - vai, segue viagem!

Poema de Liêr Montov.

3 comentários:

Carlos Augusto disse...

Antes de mais nada, tenho que pedir desculpas.. Ando meio avuado.. Tu já sabe da minha mania de esquecer as coisas.. E eu sempre esqueço o endereço do seu Blog...

O meu Deus... Que me leve junto com essa nuvem para que eu possa ter um minuto de paz e sossego..

Beijos querida amiga!!!

ela disse...

Q linda sensibilidade em selecionar um poema como esse!
Beijos
;*

Bruna disse...

Oh Minha querida a natureza sempre nos ensina, a seguir depois das coisas ruins, mas a alma de poeta deixa nossos pensamentos sempre na sombra, na penumbra da melancolia... precisamos aprender a ser como as nuvens...beijos